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The Infinity Game - Simon Sinek

Resenha  ·  Mentalidade Infinita The Infinite Game Simon Sinek As 10 Quotes Mais Relevantes  ·  Mentalidade Infinita “ No Jogo Infinito, não existe tal coisa como vencer. O principal objetivo é continuar jogando. “In the Infinite Game, there is no such thing as winning. The primary objective is to keep playing.” Definição central do jogo infinito Simon Sinek The Infinite Game 01 There is no finish line. The goal is to keep playing. #TheInfiniteGame #SimonSinek #Leadership “ Grandes líderes não são aqueles que pensam no próximo trimestre. Eles pensam na próxima geração. “Great leaders are not those who think about the ...

Basta de Informação

Basta de Informação

"Hoje joguei tanta coisa fora. Vi o meu passado passar por mim.
Cartas e fotografias de gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim"
.
(Herbert Vianna)

Feriados têm sido para mim verdadeiras férias para reflexão. Enquanto muitos trilham para as montanhas ou singram para o litoral, enfrentando o trânsito e as filas que parecem migrar das capitais, opto pelo retiro pessoal singularmente vivido em minha própria casa. Oportunidade para reorganizar o que a velocidade do cotidiano deixou para trás, descubro pilhas de jornais e revistas não lidos.

Diz o adágio popular que não há nada mais velho do que jornal do dia anterior. Mas o fato é que me acostumei a jamais descartar uma página que seja sem antes ao menos folheá-la. É evidente que as notícias de caráter conjuntural, aquelas do dia-a-dia, já nascem velhas, posto que retratam eventos ocorridos. Mas vasculho jornais e revistas em busca de temas estruturais, aqueles sem prazo de validade, e que me trazem conhecimento, conteúdo, base para argumentação.

O problema é que eles se avolumaram. E ganharam status de estorvo. A necessidade auto-imposta de mirar cada uma daquelas centenas de páginas passou a me causar desconforto. De repente, vi-me acorrentado. As horas se passando, o sol se pondo, dia após dia, e eu não aproveitara o frescor da relva, o azul límpido do céu, a companhia de meus filhos. Sequer produzira um texto, criara uma idéia, concebera um projeto, relaxara à beira de uma piscina.

Padeço da doença do ecletismo. É complicado quando você aprecia de Economia a Psicologia, de Finanças a Recursos Humanos, de Matemática a Filosofia, de Astronomia a Biologia. Sob esta ótica, feliz é uma de minhas irmãs que sempre se contentou em ler a programação dos cinemas e usar os demais cadernos para forrar gaiola de passarinho...

O mundo produz anualmente o mesmo volume de informações que a humanidade levou 40 mil anos para acumular. Diariamente, quantos jornais podemos ler? Quantas revistas podemos consultar? Quantas e-zines podemos receber? Quantos canais de TV podemos assistir? Qual o custo de acessar informação nesta magnitude, muita dela em duplicidade? E qual sua aplicação prática?

Estamos próximos de uma situação limite. Um bombardeio frenético de informações diante do qual agimos como buracos-negros, absorvendo tudo, mas assimilando pouco. Uma overdose que gera conhecimento superficial e sabedoria reduzida.

Olhando para aquela pilha de revistas percebi que ela representa muito mais. Simboliza a famigerada caixa de entrada de tarefas de nosso cotidiano, especialmente no âmbito profissional, que nunca, jamais se esvaziará. Representa a tendência que temos à burocracia, a inclinação por aspectos operacionais. Fazer, fazer, fazer. Não há espaço para o pensar, o planejar e, até mesmo, o sentir.

Pode parecer supersticioso, cabalístico ou poético, mas numa manhã de um sete de setembro declarei minha independência. Abdiquei da intenção de adquirir TV via satélite só para ter acesso a canais e programas exclusivos. Cancelei o recurso de confirmação automática de recebimento de e-mails deixando para utilizá-lo apenas quando for realmente imprescindível. Descartei recortes, guias e tablóides, guardados há tempos, sob a expectativa de que seriam, um dia, úteis. E, fundamentalmente, dei de presente ao lixo os jornais e as revistas não lidos.

Neste embalo, revisei roupas e calçados, separando peças negligenciadas no fundo de gavetas e armários e que, agora, ganharão vida no corpo de quem precisa. Reorganizei meus livros encontrando obras preciosas adquiridas por impulso e até hoje não saboreadas. Classifiquei meus CD´s e revisitei com prazer canções que nem lembrava mais de que as tinha.

E, assim, senti-me mais leve. É como se eu passasse de tartaruga a águia. Da lentidão à agilidade. Do conformismo à vivacidade.

A missão, agora, é evitar a recaída. Continuar livre, sobrevoando ao alto, decidindo quando voltar à terra, ou seja, qual informação capturar – aquela que me alimentar.

Texto de Tom Coelho – publicado na Revista VENCER!

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