Top

The Infinity Game - Simon Sinek

Resenha  ·  Mentalidade Infinita The Infinite Game Simon Sinek As 10 Quotes Mais Relevantes  ·  Mentalidade Infinita “ No Jogo Infinito, não existe tal coisa como vencer. O principal objetivo é continuar jogando. “In the Infinite Game, there is no such thing as winning. The primary objective is to keep playing.” Definição central do jogo infinito Simon Sinek The Infinite Game 01 There is no finish line. The goal is to keep playing. #TheInfiniteGame #SimonSinek #Leadership “ Grandes líderes não são aqueles que pensam no próximo trimestre. Eles pensam na próxima geração. “Great leaders are not those who think about the ...

Entrevistas De Seleção De Pessoal Baseadas Na Abordagem Comportamental De B.f. Skinner

Entrevistas De Seleção De Pessoal Baseadas Na Abordagem Comportamental De B.f. Skinner
O profissional que atua com entrevistas de seleção de pessoal está automaticamente, antes de tomar qualquer decisão, suscetível a influências subjetivas de sua própria história de vida (valores, morais, resistências, limites, e assim por diante). No campo

Eduardo T.S. Alencar – Psicólogo / Organização Gelre
Alcimar Nunes Fraga – Consultora de RH /Organização Gelre

O profissional que atua com entrevistas de seleção de pessoal está automaticamente, antes de tomar qualquer decisão, suscetível a influências subjetivas de sua própria história de vida (valores, morais, resistências, limites, e assim por diante). No campo das Organizações, neste caso, no subsistema de recrutamento e seleção, em nossa graduação, observa-se que nenhuma abordagem psicológica (Psicanálise, Análise do Comportamento, Fenomenologia, dentre outras) é conivente com a idéia de "neutralidade", ainda mais considerando que esta função é responsável pela escolha de candidatos "certos" aos cargos "certos", como propôs Chiavenato (1983).

Trabalhamos em uma Consultoria de RH com mais de 40 anos de prestação de serviços voltados a subsistemas de RH. Certa vez, em uma atividade de treinamento de Consultores de Seleção de Pessoal, nos deparamos com o seguinte relato verbal: "O candidato era burro demais!". Como facilitadores do treinamento, perguntamos ao jovem entrevistador: "o que você observou ou ouviu do candidato para confirmar esta hipótese"?

Após este questionamento, o treinamento transformou-se em um debate comportamental. Chegamos a um consenso de que os comportamentos observados foram: A) O candidato interrompeu o entrevistador pelo menos 7 vezes com perguntas acerca de conteúdos já explicados anteriormente; B) Ele utilizou linguagem machista; C) Alterou a voz na dinâmica de grupo, evidenciando sua raiva em relação a um dos candidatos; D) Ele fez comentários destrutivos sobre seus antigos chefes e empregos.

Sem expor o jovem entrevistador, podemos ter uma idéia de quanto pressentimentos, intuições, julgamentos de valores, opiniões pessoais, dentre outros aspectos da história de vida dos selecionadores de pessoal são conflitantes e influentes para o tão esperado ato de decisão e seleção de "melhores" candidatos.

Na nossa opinião, o maior desafio de um selecionador de pessoal, consiste em tentar ir além de seus sentimentos e interpretações mentalistas ao reunir informações sobre a história de vida dos candidatos, seu repertório comportamental e probabilidades de comportamentos futuros se chegasse a assumir o cargo pleiteado.

Neste cenário, muitos psicólogos e profissionais de RH tem recorrido a Análise do Comportamento cujo as raízes filosóficas estão vinculadas ao Behavirosimo Radical de B.F. Skinner (2000) que entende o comportamento não apenas como a ação do sujeito, mas como a relação destas enquanto se relacionam com o(s) ambiente(s), abordagem empírica que permite a contextualização de ações, a identificação das raízes das condutas, da funcionalidade, magnitude e freqüência sem recorrer a interpretações subjetivas do observador, no caso, do entrevistador e selecionador de pessoal.

Um entrevista baseada em comportamentos no campo organizacional, devido a falta de tempo, pressão por metas e afins, ocorre geralmente de forma estruturada da mesma forma em que ocorrem as entrevistas baseadas nos traços de personalidade e psicodinâmica, focada na relação do candidato ao trabalho como nas entrevistas baseadas na abordagem de conversação, porém, dando preferência às perguntas abertas e respostas narrativas. As decisões de “melhor candidato” são tomadas não apenas com base na freqüência de respostas / ações / contextos e suas conseqüências, mas na interface dos dados reunidos empiricamente, menos suscetíveis a interpretações subjetivas versus dados acerca do cargo, da organização, da equipe e chefia que já está instalada no departamento responsável pela oportunidade de trabalho e demais envolvidos.

Segundo estudos ressentes divulgados nos últimos anos na ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) e CONARH (Congresso Nacional de Recursos Humanos) no campo de entrevistas comportamentais e por competências, a melhor maneira de agregar valor ao subsistema de recrutamento e seleção é empregar não apenas uma técnica de seleção, como esta, que preocupa-se com a não influência de decisões baseadas nos limites e valores do selecionador, mas efetivamente nos comportamentos apresentados pelos candidatos em situação de entrevistas, provas situacionais, dinâmicas de grupo, testes de conhecimento, e demais contingências de reforçamento. Outra dica, seria envolver em 360º os gestores e profissionais de RH na cultura e clima da organização, para que, se por ventura os aspectos subjetivos destes profissionais influenciarem na escolha de pessoal, que seja de maneira a considerar às determinantes da cultura organizacional e não apenas aspectos pessoais dos entrevistadores.


Bibliografia

Chiavenato, I. (1983). Introdução a teoria geral da administração. São Paulo: MCGRAW-Rill. Edição nº3.
Skinner, B.F. (2000). Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: Martins Fontes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Censura no Brasil (Só aqui mesmo!)

ROTINA ou VIDA